Do céu ao inferno, do templo à zona

Bangkok: o que fazer

As atrações de Bangkok são bem desconexas. Uma hora você tá refletindo sobre a vida num templo lindo e, em outra, no bar sendo convidado pra um ping-pong show. Então não tem muito como etiquetar a cidade, mas o que eu mais indico tá aí.

Wat Arun, Wat Pho e Grand Palace

Os três ficam bem próximos um do outro. São lindos, cheios de detalhes, mas na dose certa. Porque eles acabam sendo meio repetitivos ou (o que é mais provável) eu não tenho o refinamento cultural e espiritual necessário pra passar tantas horas em templo. O Grand Palace é gigante, nele também fica a casa oficial do rei (cuidado, falar mal dele dá pena de morte). É o mais carinho, cerca de 500 bahts, equivalente a uns 50 reais. O Wat Pho é o que tem o Buda Reclinado com mais de 40 metros, impressionante. É difícil passar pelas costas da estátua e não fazer um trocadilho com a budinha do Buda. E tem também o Wat Arun, que fica do outro lado do rio e tem detalhes muito bonitos. Os dois últimos são mais baratos, cerca de 50 bahts. Entre um e outro, não esqueça de se refrescar e comer o melhor pad thai do mundo.

Jim Thompson’s House

Nada de spoilers. Prefiro não te contar muita coisa, porque fui sem saber de nada e aí me encantei com as histórias durante o passeio. Você só precisa saber três coisas: Jim Thompson foi o maluco que renovou a história da seda, a casa dele é um oásis e o restaurante que tem lá é delicento. Se tiver no Chao Hostel, pode ir a pé.

Cachaça, carai

Enfiar o pé na jaca (ou na fedida durian) é facinho em Bangkok. Pra começar tem a famosa Khaosan Road, rua cheia de baladas e barraquinhas vendendo todo tipo de treco. Vale a pena passar por lá pra comer um grilo (gostosinho, por sinal), ver as luzes, a moçada bêbada, a bizarrice em geral. Mas os bares são ensurdecedores e caóticos, então deixe pra beber numa rua beeem mais gostosa: a Soi Rambuttri. Toda iluminada e decorada, ela é bem mais calma e repleta de bares fofos, com cerveja gelada e petiscos baratos. Entre uma cerveja e outra, você pode ser abordado por um ladyboy ou convidado pra ver um ping-pong show. Ouvi falar que é engraçadíssimo, mas acabamos não indo porque nos estendemos demais no bar. Se você for, depois me conta.

Chatuchak Market

Só vá você estiver jóia, porque o Chatuchak exige saco ou, se você é fino, resiliência. Esse mercado gigante, com mais de 8 mil lojinhas, funciona só no fim de semana, então concentra uma gentarada sem fim. Isso também vale pras estações e pros skytrains que chegam abarrotados por lá. Se você já voltou de metrô de um show no autódromo de SP, vai imaginar a cena com mais clareza. As lojas tem de tudo e os preços são legais, dá pra passar horas se perdendo naquele labirinto maluco. Chegue cedo pra pegar menos calor e sofrência.

Não deu pra mim, talvez dê pra você

– China Town: parece sensacional, mas eu não sabia que TUDO fecha no domingo e ela vira um bairro bizarro deserto.

– Sirocco: o Sky Bar do Se Beber Não Case 2 no 63º andar dizem que é lindo. Não fui porque o taxista não sabia chegar lá.

– Muay Thai: comi bola porque só sabia do Estádio Lumpinee, que fica na PQP e não dava tempo, mas tem outros bem centrais como o Ratchadamnoen.

– Passeio Noturno de Barco: dizem que é lindo ver os templos iluminados à noite, alguns passeios incluem jantar.

– Museus: o Siam Museum, o Bangkok Art and Culture Center e o Nacional Musium perecem legais, mas eu não tava no mood. O 1o não abre às segundas.

Agora chega de camelar e vamos ao que interessa.

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