La comida es de puta madre

Você pode ir pra Buenos Aires só pra comer. E tá tudo bem. No pasa nada.

Hambúrguer: Burger Joint

burger-joint.jpgSó o melhor hambúrguer que eu já comi na vida. Pra começar, o lugar (em Palermo) é perfeito. Parece um centro acadêmico de uma universidade pública, tosco, rabiscado, simples, com mesa na rua, copo plástico, música boa, preço amigo. Depois, tem um cardápio matador: quatro hambúrgueres e cerveja, ponto. Pra completar, é hambúrguer com carne argentina, bro. Alto, jugoso, do tipo que escorre até os cotovelos e mal te dá um respiro pra comer batata crocante e salgadinha que vem junto. Foda, foda, foda.

Clássicos: El Preferido de Palermo e El Sanjuanino

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El Preferido é um bodegón com milanesa crocante, fritas e a cerveja bem gelada. Apesar da comida ser fueda, escolhi mostrar foto do ambiente porque é muito amor, parece esses armazéns do interior, só que bem cuidadinho. Bom demais. Já o Sanjuanino da Recoleta tem as empanadas mais tradicionais da cidade, obscenamente recheadas, em um ambiente que é um abracinho na alma, especialmente no inverno. O dono (ou o garçom mais metido da casa) é uma figura, faz piada com todo mundo e te deixa ainda mais à vontade. Só fique esperto pra comer no almoço ou no fim da tarde, porque a birosca fecha das 16h às 19h.

Carnes: Don Ernesto, La Cabrera e La Carniceria

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Ao sair da feira de San Telmo com fome, salve-se de um restaurante pega-turista entrando no Don Ernesto pra comer carne no ponto perfeito com chimichurri divino. Os outros dois são em Palermo. O primeiro, La Cabrera, é bem famoso e tem prato executivo durante a semana pra quem chega antes do meio dia, uma delícia! Já em La Carniceria eu não sei dizer a melhor hora pra chegar, porque fui à noite, achando que era cedo e esperei pra cacete. Mas o lugar é lindo e a comida rendeu a foto acima e a foto do post. Tá convencido?

Cafés: Lattente, Bartola e La Salamandra

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Palermo tem trocentos cafés lindos, mas me apaixonei por esses três. O Lattente não tem firula, hipster até o teto e o café é bom mesmo, só não vá esperando uma delicatessen porque, dependendo do horário, nem comida tem. Já o Bartola é o contrário, te derruba pela beleza do lugar e das guloseimas que os seus vizinhos de mesa insistem em exibir. La Salamandra é o que eu queria pra mim. Lindo, café incrível, mesinhas no sol e comida foda. A foto do post é lá, com uma tortinha que era tipo um berry clafoutis com chantily. Ai, ai…

Bares: Sheldon Bar e Victoria Brown

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A vida noturna de BsAs tem de tudo, mas esses dois fazem a gente sonhar com teletransporte, pra ir hoje. Ambos em Palermo. O Sheldon é acessível e aconchegante, lindo e descontraído. Não sou de repetir bar em viagem, mas bati ponto algumas noites por lá. Dizem que a comida é boa, mas eu só me joguei nos goró. Já o Victoria é de cair el cuelo de la bundita. Bar conceito. Ele foi finalista de um puta prêmio de design mundial, pra você ter ideia de como é lindo (o bar, o cardápio, o banheiro, tudo). Como é caro, fui só pra tomar um drink. Mas foi O DRINK: Para Cuba Con Amor. ❤

Comida Armênia (wtf?): Sarkis

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O lugar abre às 20h. Você chega às 19h45 numa terça-feira e tem uma negada esperando abrir, tipo geek em lançamento de iPhone. A porta abre e a sociedade entra se socando pra dar início a uma dança das cadeiras lôca, enquanto uma manada fica pra fora colocando nome na lista de espera. Calcula a qualidade da comida pra despertar esse instinto no ser-humano. Eu tava lá e nem sabia que diabo se come na Armênia. E te digo: é cois aboa mesmo. Fica em Villa Crespo. Vá, mas chegue às 19h45. 😉

Doces: Scarlett

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É a confeitaria Mendels do Grand Hotel Budapeste em miniatura, no meio de Palermo. O lugar é minúsculo e cheio de doces lindos, devia ter um menu degustação pra gente sofrer menos com a escolha. Mas, na dúvida, vá de cheesecake e peça pra levar, porque a embalagem também é fofa e você pode se lambuzar no canto que mais gostar da cidade. Só chegue antes das 16h pra ter mais opções, porque o lugar bomba.

Alta gastronomia: Faena – Bistro Sur

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Antes que você se confunda, não sou rica. Ganhei esse jantar de um chefe querido. E, por Diós, como sou grata. O lugar é surreal, com direção de arte do fodão Phillipe Starck. O atendimento é incrível, capaz de fazer um casal de brasileiros malvestidos e deslumbrados se sentirem confortáveis no meio na rikeza. Mas a o que derruba é a comida. Ela abriu a perigosa portinha da alta gastronomia e, depois que você espia o que tem lá, fica difícil não querer mais. O cardápio todo do chef Rodrigo Vazquez é de comer ajoelhado, do tipo que faz você se encantar por uma fatia de rabanete (meu, o rabanete era uma explosão de sabor!). Mas vou destacar o carpaccio de chorizo com lascas de batata crocante e creme de bacon (ou leche de panceta). Eu sonho com essa entrada até hoje. Antes que pergunte, é caro, sim. Mas se for uma noite especial, vale muito a experiência.

 

Várias das dicas que coloquei aqui eu descobri no Aires Buenos. O blog foi criado pelo Túlio, um brasileiro que mora em BsAs e, como nozes, tem a alma gordinha. Passa lá também. 😉

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